RECEIVERS – O CENTRO DAS ATENÇÕES

Os anos se passaram e eles ainda são os nossos protagonistas. Sistemas respeitáveis pedem bons receivers

Texto: Fernando Ramos
Fotos: Divulgação

Surgidos na metade do século passado, os receivers, assim como a maioria dos equipamentos de áudio e vídeo, sofreram alterações tecnológicas antes de se tornarem o centro das atenções nos home theaters.

Depois do gramofone e do receptor de rádio AM à válvula, o grande destaque em uma sala, nos anos 1950 e 1960, era o conjunto de som conhecido como “radiovitrola”. Era um gabinete móvel que integrava receptor de rádio AM (ondas longas, médias e curtas), toca-discos (vitrola), amplificador à válvula e alto-falantes e que poderia ser mono ou estéreo. Nos anos 1960, com preço mais acessível, o televisor passou a freqüentar a mesma sala.

Eram bons tempos, nos quais uma família se reunia para ouvir músicas ou assistir TV. Hoje, infelizmente, cada um fica em um canto com o seu aparelho preferido (videogame, computador, celular, TV/DVD portátil etc.). Será que a alta tecnologia veio para destruir o conceito de união familiar? Espero que não, mas o risco é grande (e este é um bom assunto para outro dia).

Depois surgiram os equipamentos em módulos separados, como o toca-discos (pick-up/record player), gravador/reprodutor de fitas de áudio cassete/rolo, amplificador de potência, pré-amplificador, equalizador, sintonizador de rádio AM/FM etc. Um equipamento que fez sucesso era o que integrava sintonizador de rádio AM/FM, pré-amplificador e amplificador de potência, conhecido como receiver (“receptor”, por ter sintonizador de rádio). Devido à variedade selecionável de conectores de entrada e saída, tornou-se o nervo central de um bom conjunto de som.

Com a introdução do conceito de home theater e da digitalização do áudio e vídeo, o receiver se tornou multicanal e houve necessidade de se adicionar a conexão de vídeo e o processamento digital. Agora conhecido como AV Receiver (Audio-Video Receiver), ele continua a ser o equipamento central, com entrada selecionável para diversos componentes de áudio e vídeo. No Japão, é conhecido como AV Amplifier (ou simplesmente AV Amp). Continua com tudo, com os mesmos dois ou três módulos – porém, agora, normalmente integrados. Alguns modelos não possuem mais o sintonizador de rádio, enquanto outros também adicionaram as radios digitais e pela Internet. O amplificador de potência passou de estéreo (dois canais) para multicanal (cinco, sete, nove ou mais canais) com canais separados para subwoofer.

A grande mudança ocorreu no pré-amplificador, pois, além do áudio analógico tradicional, este processa o áudio digital e o vídeo (analógico e digital). Precisa descompactar os Codecs como Dolby e DTS e, por isso, incorporou o DSP (Digital Signal Processor), que também processa diversos emuladores de efeitos ou intensificações (enhancement) sonoros, tais como: efeitos de uma sala de concerto, geração de efeito multicanal surrounds a partir de uma fonte em estéreo e geração de canais adicionais, como HL e HR (Height Left/Right-Frontal Esquerdo e Direito Alto), que realça todos os efeitos da fonte.

O fato é que os anos se passaram e eles ainda são os nossos protagonistas. Em um sistema respeitável, não adianta ter as melhores caixas e fontes de áudio e vídeo sem um receiver.

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