AUTOMAÇÃO: SEGURANÇA EM PRIMEIRO LUGAR – PARTE I

Tecnologia já dispõe de sistemas que garantem uma vida mais segura e controlada aos idosos

Texto: Roberto Blatt
Foto: Divulgação

Nos últimos 100 anos, a expectativa de vida da população mundial mais que dobrou. Se, em 1900, viver além dos 40 anos de idade era para poucos, hoje, dependendo da região do globo, é muito fácil encontrar grandes contingentes de pessoas com mais de 80 anos de idade.

Isto gera consequências no sistema previdenciário do país, de modo a se acomodar este crescente universo de pessoas mais longevas, e cria outros problemas, que devemos considerar: dificuldades cognitivas (essencialmente, de memória), que podem exigir a administração de medicamentos ou cuidados básicos;e fragilidades físicas,as quais podem ser causas de acidentes domésticos (resultando,frequentemente, em fraturas).

Se, por um lado, a vida em um lar para idosos (sob cuidados constantes) pode ser uma solução, por outro, tais pessoas prezam cada vez mais sua liberdade,preferindo se manter em seus “ninhos”, aos quais já estão acostumadas. Esta permanência evita a ansiedade, os traumas e os altos custos que podem advir de uma mudança de moradia e no modo de vida. Ao mesmo tempo, pode prover independência, o que se traduz em mais confiança.

AMBIENTES ACESSÍVEIS

Entretanto, para isto, há que se tornar o ambiente acessível. E não estamos falando apenas da colocação de barras de apoio, tapetes antiderrapantes, cadeiras elevatórias, assentos sanitários adaptados ou remanejamento de interruptores, mas do acendimento automático das luzes noturnas de suporte e do desligar automático de banheiras, cafeteiras e outros equipamentos domésticos. Tudo da maneira mais simples possível.

Temos, atualmente, uma vasta oferta dos chamados sistemas de emergência pessoal. Mas estes dependem de a pessoa estar próxima de botões de acionamento e, claro, de estarem conscientes. Sistemas automáticos, que são parte da chamada domótica assistiva, podem monitorar continuamente sinais vitais, imagens de câmeras e sensores (como os tradicionais detectores de fumaça, temperatura, inundação e movimento),que monitoram as ações da pessoa pela casa e emitem alertas a parentes ou equipes de socorro (no caso de situações anômalas).

Estas soluções podem, ainda, tomar providências locais que incluem o disparar de sirenes, o desligamento dos registros de gás e de água etc.

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